Recentemente, participei de um Fórum de Recursos Humanos, e uma das palestras que mais me chamou a atenção tratava de felicidade corporativa. Durante sua fala, Vinicius Kitahara trouxe provocações e reflexões relevantes sobre bem-estar e saúde mental — temas que, mais do que nunca, precisam ocupar um espaço central na agenda das organizações.

Ao me aprofundar no assunto, encontrei dados significativos do Ipsos Global Health Service Report 2025:

·       52% dos brasileiros afirmam que a saúde mental é hoje sua maior preocupação em saúde — um salto expressivo em relação aos 18% em 2018.

·       Entre os grupos mais preocupados, destacam-se mulheres (60%) e a Geração Z (60%).

Tais números refletem, de forma clara, as profundas transformações no mundo do trabalho nos últimos anos. A velocidade, a hiperconexão, a pressão constante por resultados e os impactos do período pós-pandemia elevaram de maneira significativa os níveis de estresse, ansiedade e esgotamento emocional.

Não por acaso, os transtornos mentais já figuram entre as principais causas de afastamento profissional no Brasil, gerando custos crescentes para o INSS e impactando diretamente a produtividade e os resultados das empresas.

É fundamental que líderes e gestores compreendam que saúde mental não é uma questão de filantropia, mas um indicador de performance. Estudos recentes apontam que cada R$ 1,00 investido em programas de bem-estar pode gerar um retorno de até R$ 4,00 para a organização. Esse ganho se materializa diretamente no engajamento, na inovação e, sobretudo, na construção de ambientes psicologicamente seguros. Sem segurança psicologica, o risco de turnover (em especial entre talentos seniores), de absenteísmo e da construção de um clima organizacional tóxico aumenta drasticamente, comprometendo a capacidade da empresa de alcançar metas ambiciosas.

Por outro lado, organizações que têm investido de forma genuína em ações estruturadas de bem-estar já observam resultados concretos, como:

·       aumento da produtividade;

·       redução da rotatividade;

·       maior retenção de talentos;

·       ambientes mais humanos, saudáveis e sustentáveis.

Investir em bem-estar de forma consistente é atuar diretamente na curadoria e na retenção de talentos. Significa ir além de iniciativas isoladas e integrar a saúde mental como um pilar da cultura organizacional, garantindo acompanhamento contínuo e fundamentado.

Diante desse cenário, a responsabilidade do RH e das lideranças ultrapassa o compliance. Trata-se de um imperativo ético e estratégico.

A saúde mental no trabalho é, em última instância, o alicerce para a excelência e a sustentabilidade da liderança. Ao priorizar o bem-estar, as organizações não apenas protegem as pessoas, mas também se posicionam como polos de atração para os líderes excepcionais que a Myndz tem a missão de conectar.

Fica a reflexão para líderes, gestores e profissionais de RH: de que forma a abordagem da sua empresa em relação à saúde mental está moldando o futuro do negócio? Já se tornou um pilar de transformação profunda e duradoura?

Ver mais RH Career Insights

Siga a Myndz no LinkedIn